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Médicos do Hospital Santa Cruz adquirem novas técnicas de tratamento às vítimas da Bomba Atômica durante visita ao Japão

Nos meses de janeiro e fevereiro de 2018, médicos do Hospital Santa Cruz (HSC), com o apoio do governo japonês, participaram de um programa de treinamento no atendimento às vítimas da bomba atômica, em Hiroshima e Nagasaki – cidades alvo de um artefato nuclear durante a segunda guerra mundial, em 1945.

A parceria entre o Santa Cruz e o governo japonês proporcionou o treinamento de 25 médicos do HSC. Este ano, os médicos Dr. Moacir Eigi Otaga, Urologista, e Dr. Carlos Haruo Adachi, Neurocirugião, fizeram parte da iniciativa, com o objetivo de obter aprendizado e disseminar conhecimento aos profissionais da Instituição que atendem às vítimas que moram no Brasil.

Fortemente ligado às causas sociais desde sua fundação, o Hospital Santa Cruz desenvolve um programa de apoio junto à Associação Hibakusha Brasil pela Paz, para a realização de check-up periódico, que inclui exames laboratoriais e ginecológicos, raios-X, ultrassons de abdômen e endoscopia. A cada dois anos, médicos de Hiroshima e Nagasaki vêm ao Brasil acompanhar e participar dos procedimentos no atendimento às quase 90 vítimas da catástrofe, junto aos médicos do Hospital Santa Cruz.

Para o Dr. Eddy Nishimura, ginecologista e obstetra do HSC, que participou do programa em fevereiro de 2016, a experiência vivida em Hiroshima e Nagasaki foi impressionante e muito valiosa nos âmbitos pessoal e profissional. “Por três semanas pudemos conhecer a fundo o que aconteceu com as cidades envolvidas na tragédia e tivemos ensinamentos teóricos e práticos de como enfrentar situações emergenciais de extrema complexidade como essa. Visitamos museus, locais preservados que contam a história da população durante a explosão da bomba e conhecemos os sobreviventes. Essa vivência foi impactante e vou levar para vida toda”, afirma.

Segundo o Diretor Técnico do HSC, Dr. Julio Yamano, o legado conquistado com essas experiências é único. O retorno desses profissionais sensibilizados e treinados para atender às vítimas que estão no Brasil amplia ainda mais o atendimento humanizado e a qualidade técnica do corpo clínico da Instituição. “Estamos muito honrados com essa parceria e também com o reconhecimento que recebemos do governo japonês pelos trabalhos de alto nível desenvolvidos no HSC às vítimas da bomba atômica”, ressalta.

Dr. Yamano destaca ainda, a importância da coordenadora do projeto no HSC, Yuli Fujimura, que há 24 anos se dedica ao Hospital. “Sinto-me muito feliz com as ações sociais que temos realizado no HSC. É gratificante contribuir para que a Instituição continue sendo referência no país, principalmente no tratamento das vítimas da bomba atômica”, conclui Yuli.

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Publicado em: 16 de fevereiro de 2018

Categoria: Eventos, Notícias

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