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O 21º Festival do Japão de São Paulo é maior em tudo! Até no Guiness?!

Pela vinda da princesa Mako ao evento, confirmada oficialmente dois meses antes (22 de maio), o recorde de público já era previsto. E, segundo os organizadores realmente ocorreu, sendo superior a 20%, em relação ao do ano passado. E não apenas no sábado, dia em que ela foi recepcionada num espaço excepcionalmente montado também para esse fim, e que recebeu o nome de Arena 110, mas devidamente aproveitado nos demais dias, e outros momentos desse mesmo dia, para apresentações dos mais diversos shows, abertos ao público em geral, com lotação para 4,5 mil pessoas sentadas.

Ao momento do cerimonial, com a presença da princesa, para ingressar na arena havia a necessidade de convites especiais distribuídos antecipadamente pela comissão, parte às entidades da comunidade e parte ao público em geral que fosse retirá-los na sede do Kenren, na Liberdade.

Independentemente da princesa Mako, o público recorde já era esperado devido também ao projeto de intenções da Comissão Organizadora para bater o recorde mundial de variedade de alimentos da culinária japonesa num único evento e ser reconhecido por uma comissão oficial do Guiness World, para ser inserido no livro de recordes. O “Maior Mostruário de Pratos da Culinária Japonesa”, conforme denominado, foi apresentado também à princesa que ficou impressionada com a capacidade de se expor tal variedade de alimentos de forma tão clara e ordeira, e até com possibilidade de degustação à parte. Mas o anúncio oficial do Guiness só deve ser dado depois de uma semana. Por isso, ao Guiness, nesse quesito, ainda não é o maior.

Para essa conquista, o projeto contou com o sistema TPS (Toyota Production System) para dar maior agilidade e organização, além da convocação, mas para inspeção técnica dos pratos, dos renomados chefs de cozinha Jun Sakamoto, Telma Shiraishi, Satoshi Kaneko, Shinya Koike e Carlos Watanabe.

Assim, o espaço de 45 mil m2 da São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, localizado próximo do início da Rodovia dos Imigrantes, onde foi realizado o 21º Festival do Japão, totalmente ocupado pelas arenas de shows, estandes dos mais variados, praça de alimentação, etc., ao final dos três dias, acabou recebendo cerca de 200 mil pessoas que compareceram para conhecer, interagir e se deliciar diretamente com a cultura japonesa. Ao traslado Metrô/Festival oferecido às pessoas que preferiram esse meio de transporte, os organizadores disponibilizaram ônibus de ótima qualidade, limpos e que circulavam lotados a cada cinco minutos.

Fora as atrações da programação na Arena 110 e Palco Verde Amarelo, para outras apresentações vinculadas à cultura japonesa havia a Área Cultural, para apresentações de Ikebana, Cerimônia do Chá e outras manifestações, como os de mangá e animê que estão atraindo muitos jovens, com áreas respectivas sempre lotadas. Em praticamente todas, com workshops oferecidos ao públicos e prontamente ocupados.

Crianças e idosos, como sempre, não foram esquecidos. No caso da Área da Terceira Idade foram oferecidos diversos serviços com palestras gratuitas ligadas a temas de bem- estar e saúde, além de algum tipo de checagem médica individual. Na Área das Crianças, muita recreação, mas também oficinas do tipo origami, pinturas e até para confeccionar pipas japonesas. Aqui também a área ficou maior, passando a mil metros quadrados.

A Praça da Alimentação também aumentou de tamanho, mas pelo constatado já parece pequeno visto que é o lugar mais procurado pelos que vão ao Festival, razão de, nos últimos anos, as sextas-feiras também terem aumentado o público. No sábado e domingo as filas à frente das barracas de alimentos eram extensas e a procura por mesas para digeri-los quase impossível. Em vista disso, a própria locomoção nessa Praça era muito difícil.

Afora as atrações físicas e pontuais em todo espaço do Festival houve promoções muito populares como o Akiba Cosplay Summit, que reuniu centenas de fãs dos personagens de mangá e animê, além da realização dos concursos de Miss Nikkei Brasil e Miss Nikkei.

Mas um festival como esse, que já faz parte do calendário turístico municipal e nacional desde há algum tempo, e reconhecimento até internacional, mesmo com recursos suficientes, como reconhece Toshio Ichikawa, presidente da Comissão Executiva do Festival do Japão, só consegue se viabilizar devido à cultura do voluntarismo nipônico. “Essa realização só é possível graças aos voluntários que nos atendem por também gostarem de dele participar. Mesmo com patrocinadores, apoiadores e colaboradores diversos, entre empresas, apoios dos governos de ambos os países e outras instituições sem eles isso tudo não ocorreria! Nós da comissão, todos, somos também voluntários. Tem muito estresse, é verdade, mas é compensador”, justificou.

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 Princesa Mako

Depois do primeiro dia, 18, quando chegou e visitou o Rio como primeira parada, seguiu direto para o Paraná onde visitou Rolândia e Londrina, para encerrar sua incursão nesse estado, na Expo Imin 110, em Maringá, no dia 20, sexta-feira quando aproveitou para também saudar os participantes do 33º Brasileirão de Karaokê que também ocorria no local. No sábado, dia 21, foi quando compareceu ao 21º Festival do Japão em São Paulo, onde saudou o público de 4.500 pessoas que lotaram a Arena 110.

Tão logo anunciada ao público e feita sua aparição para alinhar-se aos demais ilustres convidados já previamente apresentados um a um, foi muito aplaudida recebendo o calor humano típico dos brasileiros. Após discursos da parte brasileira, entre os quais, o governador do estado de São Paulo, Márcio França, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e da presidente da Sociedade Brasileira da Cultura Japonesa e Assistência Social (Bunkyô), Harumi Goya, foi a vez da princesa que após saudar a todos e agradecer ao governo brasileiro pela acolhida dos primeiros imigrantes, fez questão de os mencionarem porque… “venceram inúmeras adversidades e também contribuíram para o desenvolvimento do Brasil conquistando o respeito da sociedade brasileira e que, agora, só espero que essa história seja bem absorvida pelas próximas gerações em prol de um futuro ainda mais promissor. Doumo arigatougozaimashita!”, finalizou a princesa, sendo aplaudidíssima.

A seguir, ela foi contemplada com exibição do grupo Awa Odori, da Represa, acompanhados musicalmente pelo Grupo Min Shinkanuicha e, em seguida do grupo Ryukyu Koku Matsuiri Daiko e Requios Gueino Doukokai, ambos ocupando com seus incontáveis dançarinos toda extensão da quadra de exibição que impressionaram emasiadamente o público repercutido pelos intensos aplausos.

Após essas apresentações, tendo de cumprir outros compromissos ela se retirou.

Do Festival, com sua comitiva, se dirigiu ao Parque do Ibirapuera, no Memorial em Homenagem aos Imigrantes Pioneiros Falecidos e, à tarde, ao Pavilhão Japonês. No domingo, pela mahã, foi ao Japan House São Paulo e, depois, ao Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB). Na segunda, visitou Marília, Promissão, Cafelândia e Araçatuba. De São Paulo seguiu para Manaus, depois Tomé-Açu e Belém, no Pará para encerrar sua estada no Brasil.

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Mapeamento de todos os kaikans do Brasil

Discretamente, no espaço da Japan Foudation, neste 21º Festival do Japão, o Centro de Estudos Nipo Brasileiros, por intermédio de Tamiko Hosokawa, teve a oportunidade de apresentar o resultado de suas pesquisas, ainda em pleno andamento, sobre as associações nipo-brasileiras (kaikans) em todo o território nacional, quantidade, atividades, dificuldades, necessidades, deficiências, mas também seus potenciais.

O mais importante, nesta pesquisa, é, após ‘descobertos’, fazermos um mapeamento de onde estão em todo o território nacional para torná-los visíveis à comunidade, cada um com suas características e atividades culturais e sociais, além de seus contatos”, justificou Hosokawa, responsável pela pesquisa.

E pela primeira vez, na história da comunidade, foram entrevistadas, ‘in loco’, mais de 430 Bunkyo, os quais estão sendo mapeados”, afirmou Akio Ogawa, presidente do Instituto Ícaro.

Como a pesquisa está próxima de finalizar, com o levantamento físico das entidades divulgadoras da Cultura Japonesa (kaikans) praticamente encerrada, estando agora na fase de análise dos dados, numa pesquisa do Centro de Estudos Nipo Brasileiro- Jinmonken (Nippon Foundation e Fundação Kunito Miyasaka), apesar dos números e constatações surpreendentes expostos nesse 21º Festival do Japão, a Nikkeyweb os apresentará, em detalhes, juntamente com suas conclusões finais tão logo a encerre.

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E a Associação Nipo Brasileira de Letras e Artes (ANBLA) “finca os pés”!

Ainda neste 21º Festival do Japão, mas não tão discretamente, visto que se valeu de um estande de 35 metros quadrados, a ANBLA, ainda em formação, apresentou-se de forma ousada com o intuito de “fincar os pés” de vez e mostrar a que veio, com muito idealismo e pretensão, trazendo seus associados e simpatizantes com respectivas obras, e também oferecendo oficinas ao público por parte de seus artistas, tanto no que se refere a sumiê, haicai, etc., como também a danças típicas japonesas, como as de leques e de espadas e com direito a fotos à caráter.. Mais detalhes: http://www.nikkeyweb.org.br/a-anbla-finca-os-pes-de-vez-no-21o-festival-do-japao/

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(texto: Silvio Sano – fotos: próprio, Júlia Yassumi e Mjapan)

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Publicado em: 31 de julho de 2018

Categoria: Cultura, Eventos, Notícias da Comunidade

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