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‘Fukushima, vidas contaminadas’, uma reportagem em realidade virtual

Por Daniel Verdú

Esta é a primeira grande reportagem em realidade virtual de um meio de comunicação em espanhol, inaugurada pelo novo canal do EL PAÍS. Em 11 de março de 2011, um terremoto cujo epicentro estava a 130 quilômetros da costa matou milhares de pessoas e mudou a história do Japão para sempre. O país voltou a conhecer um dos seus grandes demônios: o pesadelo nuclear. O acidente da central nuclear de Fukushimacausou a evacuação de 100.000 pessoas e uma situação de emergência só comparável à das bombas atômicas da Segunda Guerra Mundial. Cinco anos depois, milhares de japoneses ainda estão vivendo em barracões sob a ameaça da radiação.

As flores favoritas do senhor Kanakura são os ranúnculos persas, uma espécie de tulipa capaz de crescer na maioria dos solos em baixas temperaturas. Em Namie, uma pequena cidade na costa nordeste do Japão, o inverno engole a cada ano a primavera e a floração pode ser complicada. Toyotaka Kanakura, um homem de 65 anos muito cuidadoso com seu trabalho, tinha aqui a melhor floricultura antes do 11 de março de 2011. Naquele dia ele terminou de decorar a cerimônia de formatura da escola de ensino médio e comeu bolinhos de arroz antes de voltar para sua loja. Quando mastigava o último pedaço, exatamente às 14h46 (2h46 em Brasília), um tremor de magnitude 9, a cerca de 130 quilômetros da costa, rachou o fundo do mar e as vidas de milhares de pessoas. Ele correu para casa e passou a noite deitado, olhando para o teto trincado. Às seis horas da manhã o alarme soou na cidade e em poucos minutos ele se viu preso na estrada com quatro pacotes no porta-malas. Na direção oposta, a polícia e os bombeiros cruzavam a toda velocidade. Ele não pensou que fosse durar tanto…

 

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Fonte: brasil.elpais.com

 

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