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USP Analisa #25: Esquecimento e destruição fazem parte do patrimônio histórico

Segundo Goyena, para algumas culturas, memórias trazem problemas e, por isso, busca-se libertar delas. Para outras, a destruição tem um papel pedagógico, como é o caso dos japoneses. “O antropólogo Marshall Sahlins relata que muitos templos japoneses são construídos em determinado momento e, depois de 30, 40 anos, eles são demolidos e reconstruídos. Porque o que interessa para essa cultura não é passar adiante o templo em si pronto e acabado. O que interessa é que as gerações seguintes possam refazer o templo, ou seja, dominar a técnica construtiva. O nosso patrimônio é a técnica, é o saber erguer esse templo sem um parafuso, sem um prego, ele é inteiramente de encaixe de madeira. A demolição é um ritual que tem uma função didática para as novas gerações. Destruindo o templo é que você aprende a montar, a remontar, a encaixar essas peças todas”, explica…

 

 

 

Continua…

Fonte: jornal.usp.br

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